fbpx

A anafilaxia em diversos ambientes.

Vamos conhecer a anafilaxia em diferentes tipos de situações, sendo elas:

  1. ANAFILAXIA NO AMBIENTE ESCOLAR
  2. ANAFILAXIA E ANESTÉSICOS
  3. ANAFILAXIA E CONTRASTE RADIOLÓGICO
  4. ANAFILAXIA E INSETOS
  5. ANAFILAXIA E LÁTEX 
  6. ANAFILAXIA E MEDICAMENTOS
  7. ANAFILAXIA E ALIMENTOS EM RESTAURANTES
  8. ANAFILAXIA E VACINAS

Anafilaxia por alimentos no ambiente escolar

A prevalência da alergia alimentar aumentou nos últimos anos, em especial em crianças na idade escolar. As reações não são graves, na maioria dos casos. Contudo, em uma parcela de crianças com alergia alimentar, pode ocorrer uma reação grave (anafilaxia), com risco de morte.

Como se manifesta?

Os sinais e sintomas da anafilaxia alimentar são variados, uma vez que areação envolve diferentes órgãos e sistemas simultaneamente. Caracteriza-se pela rapidez com que se instala. Crianças pequenas e lactentes não relatam o que estão sentindo e podem demonstrar sinais indiretos, como: agitação, choro, ansiedade. Crianças maiores podem reclamar de “língua pesada”, “língua ardendo”, “garganta grossa”, ou que “não consegue puxar o ar”, entre outros. Por isso, é importante que professores e funcionários de creches e escolas sejam orientados para reconhecer as manifestações da anafilaxia por alimentos e atuar prontamente, evitando o agravamento. Ressalta-se que alguns alimentos possuem componentes muitos semelhantes e por isso podem ocorrer as chamadas “reações cruzadas”. Por isso, deve ser feita leitura criteriosa dos rótulos dos alimentos. Cardápios especiais devem ser oferecidos àqueles que apresentem alergia alimentar.

Quem está sob risco?

Na infância, a alergia ao leite de vaca e ao ovo são as mais frequentes. E quanto mais cedo a criança começa a frequentar creches e escolas, maior a chance de ingerir estes alimentos, mesmo que de forma acidental, uma vez que ainda não estão aptas para compreender e evitar a ingestão acidental do alimento.

Como proceder?

A escola deve ser comunicada da alergia alimentar do aluno e ter em mãos um Plano de Ação, para uma possível reação grave, bem como acesso a medicamentos para essa eventualidade.

E se acontecer?

O procedimento de tratamento emergencial deve ser feito de imediato sendo a adrenalina auto injetável a conduta mais adequada na anafilaxia. Por ser um medicamento injetável, pode suscitar receio na sua utilização, em especial nas crianças pequenas, mas ressalta-se que o risco de morte pela anafilaxia não tratada é maior do que possíveis riscos da adrenalina. Após a aplicação, acionar o serviço de emergência e entrar em contato com a família. Caso a escola não disponha de adrenalina, a criança deve ser levada o mais breve possível a um pronto atendimento médico de emergência.

E a escola, como pode ajudar?

Alguns pontos básicos são importantes na prevenção da anafilaxia no ambiente escolar:

– Equipe escolar multidisciplinar integrada e capacitada para reconhecer e atuar em caso de uma reação alimentar grave.

– Inclusão do aluno junto aos colegas, priorizando a orientação, combate ao “bullying” e “fake news”.

– Fazer contato com os responsáveis e ter uma indicação prévia do hospital mais próximo onde será prestado atendimento de emergência

– Vigilância nas refeições comunitárias em refeitórios e lanchonetes. Cardápio detalhado com informação de ingredientes, higienização adequada de mesas e cadeiras, lavagem de mãos antes e após refeições;

– Uso de utensílio individualizado, etiquetado com nome da criança e não compartilhado durante refeições. Separar os utensílios no preparo de alimentos alergênicos para a criança com alergia alimentar;

– Atenção especial nas situações em que possa haver exposição comunitária a alimentos, como em projetos escolares, excursões e outras atividades extracurriculares.

 

Anafilaxia – Anestésicos

Anestésicos são os medicamentos ou agentes utilizados para bloquear ou impedir a manifestação da dor. Atuam no sistema nervoso, tanto em fibras nervosas da pele e mucosas (anestésicos locais) como no cérebro (anestésicos gerais).

Quando se fala em cirurgia, é comum que as pessoas manifestem medo da anestesia. Entretanto, este temor é infundado, pois a anestesia geral é um procedimento seguro. As reações, na maioria das vezes, são leves ou moderadas e controladas pelo anestesista.

A anafilaxia é rara, ocorrendo somente em cerca de 1:4.500 a 1:30.000 desses procedimentos, sendo que poucos evoluem para fatalidade (morte).É importante ressaltar que quando ocorre uma reação alérgica grave durante uma cirurgia, outras causas, além dos anestésicos gerais, devem ser investigadas.

Assim, medicamentos e materiais utilizados em todas as etapas do ato cirúrgico podem ser responsáveis pela anafilaxia. Todos são suspeitos, dentre eles: medicamentos pré-anestésicos, sedativos, opiláceos, relaxantes musculares, analgésicos, anti-inflamatórios não hormonais, antibióticos, antissépticos, etc.

A alergia ao látex também deve ser investigada. No caso dos anestésicos locais, a reação alérgica é extremamente rara, sendo os casos graves citados numa estatística inferior a 1%. A maioria das reações é de origem vaso vagal (medo, sudorese ou mal-estar). Relatam-se também as reações tóxicas, por quantidade excessiva do anestésico ou por introdução acidental nos vasos sanguíneos. A reação tóxica pode variar de casos leves até reações graves, como convulsões, depressão cardíaca e morte.

 

Como se manifesta?

 

As reações graves anafiláticas se acompanham de diferentes sinais e sintomas acontecendo ao mesmo tempo, tais como coceira em mãos, pés e no couro cabeludo, espirros, urticária, vermelhidão no corpo, dificuldade para respirar, vômitos, diarreia, tontura, confusão mental ou choque.

Quem está sob risco?

 

Não há como prever quem poderá ter alergia a anestésicos. Estudos apontam que as reações alérgicas aos anestésicos são menos comuns nas crianças(primeira década de vida) e após os 70 anos. Verifica-se maior incidência de reações aos relaxantes musculares em mulheres, provavelmente por reação cruzada a um radical encontrado tanto nos relaxantes como em alguns cosméticos.

Pessoas alérgicas ao látex poderão ter reações adversas no momento da cirurgia, já que produtos contendo estas substâncias são muito comuns em ambientes hospitalares (luvas, sondas, cateteres, etc.).Vale esclarecer que analgésicos e anti-inflamatórios têm composição química diferente dos anestésicos.

Outro dado importante reside no fato de que os anestésicos atuam de forma distinta no organismo e por isso, se a pessoa tem reação a um grupo, não significa que terá também ao outro.

 

Como proceder?

 

Caso ocorra reação adversa, com ou sem anafilaxia, durante um procedimento cirúrgico, o anestesista está apto para o atendimento imediato. Depois deverá ser encaminhado ao alergista, que analisará cuidadosamente a ficha anestésica, com registro de todos os medicamentos utilizados, para definir a conduta diagnóstica e orientação em caso de uma nova cirurgia. Por isso, é importante lembrar de solicitar ao médico que fez o procedimento a lista completa de todos os medicamentos que foram utilizados, sendo que o ideal seria ter a cópia do prontuário médico.

 

Anafilaxia – Contrastes radiológicos

Contrastes são substâncias usadas para realização de alguns exames com o objetivo de melhorar a definição da imagem e auxiliar na investigação de várias doenças. Na tomografia computadorizada é utilizado o contraste iodado e na ressonância magnética, o gadolínio. Também são utilizados sulfato de bário, fluoresceína e outros meios de contraste.

Quais os tipos de contrastes com maior risco de reações adversas?

São os contrastes iodados iônicos e os de alta osmolaridade.

Como se manifestam as reações adversas aos contrastes?

As reações aos contrastes podem ser de hipersensibilidade (alérgicas) ou não alérgicas. As reações podem ser imediatas (após minutos ou em até uma hora após a administração do contraste) ou não imediatas (tempo maior que uma hora e até vários dias). As manifestações são variadas e podem incluir: coceira, placas de urticária no corpo, inchaço de pálpebras e lábios, sensação de calor, vômitos, diarreia, espirros, rouquidão, falta de ar, dificuldade para respirar, queda de pressão arterial, perda da consciência até óbito se não tratada.

Quem está sob risco de ter reações adversas aos contrastes?

Apresentam maior risco:

– História anterior destas reações.

– História importante de alergia .

– Pessoas com mais de 50 anos.

– Pessoas com: asma (principalmente quando não controlada), diabetes, hipertensão, doenças renais crônicas, doenças cardíacas.

– A alergia ao camarão ou a outros frutos do mar não contraindica ouso de contraste iodado.

 

O que pode ser confundido com reações adversas acontrastes?

As reações aos contrastes podem ser confundidas com as chamadas reações vaso-vagais: nervosismo, tonteira e desmaio.

Citam-se também reações ao látex utilizado simultaneamente e reações a medicamentos administrados antes do início do exame.

Como proceder frente a reações adversas a contrastes?

Os serviços de radiologia devem ter equipe treinada e equipamentos necessários para o tratamento de urgência. O paciente deve inicialmente ser atendido no local de realização do exame e posteriormente ser encaminhado para o Serviço de Emergência mais próximo e ficar em observação por pelo menos 24 horas.

Posteriormente, deve ser encaminhado ao Alergista/Imunologista, a fim de procurar a causa da reação, fazer uma identificação para que o indivíduo evite o desencadeante e indicar contrastes alternativos para exames futuros, caso sejam necessários.

Anafilaxia – Insetos himenópteros

O que é?

Os insetos da ordem Himenóptera, como abelhas, vespas, marimbondos e alguns tipos de formigas, têm no ferrão, o aparelho inoculador de veneno, que pode ser causa de anafilaxia em pessoas alérgicas.

Como se manifestam?

A maioria das pessoas tem reações no local da ferroada destes insetos, como por exemplo, dor, vermelhidão e inchaço que em geral desaparecem espontaneamente. Porém, as pessoas sensíveis podem desenvolver sintomas de anafilaxia, com aparecimento de:

– Placas avermelhadas, coceira no corpo e não apenas no local da picada,

– Sensação de mal-estar e ansiedade,

– Dificuldade para respirar, sensação de que a garganta está fechada,

– Dor na barriga, náusea, diarreia, incontinência urinária,

– Queda da pressão arterial,

– Desmaio, sensação de morte iminente e perda da consciência.

É importante diferenciar da reação tóxica, que ocorre quando a pessoa recebe múltiplas ferroadas. Na anafilaxia, apenas uma ferroada pode desencadear o quadro grave e fatal e requer tratamento imediato com adrenalina injetável.

Quem está sob risco?

Não é possível prever quem poderá ter alergia a estes insetos. No entanto, uma pessoa que já teve reação a estes insetos, pode apresentar novamente uma reação sistêmica em picadas posteriores. Além disso, estão sob risco as pessoas que vivem em locais silvestres, próximo a florestas, apicultores, trabalhadores de lavouras, entre outros.

Como proceder?

Se o inseto for uma abelha, retire imediatamente e com muito cuidado o ferrão que está acompanhado da bolsa de veneno. O veneno continua a ser bombeado para o corpo, enquanto o ferrão estiver intacto.

Para diminuir o risco, recomenda-se procurar e destruir colmeias ou ninhos de vespas, marimbondos, formigueiros, em áreas próximas à residência.

Tomar cuidado em locais onde é maior a presença dos insetos: porões, beiras de telhados, proximidade de lixeiras, bosques, pomares e jardins. Após ocorrência da primeira reação, recomenda-se procurar atendimento com alergista para que seja avaliada a necessidade de imunoterapia, realizada com a diluição do veneno do inseto, para proteger contra futuras reações alérgicas.

Cuidados de prevenção – insetos himenópteros:

– Evitar locais de prevalência de abelhas, vespas e marimbondos;

– Evitar caminhadas em locais de mata fechada;

– Usar botas ou calçados apropriados em ambientes rurais;

– Evitar o uso de roupas muito coloridas e de perfumes capazes de atraírem insetos;

– Embalar cuidadosamente os resíduos de comidas;

– Não tentar matar abelhas, vespas e marimbondos.

E se acontecer?

Nos casos de reações ou mesmo de suspeita de reações graves a venenos de insetos picadores, ou seja, abelhas, vespas, marimbondos e formigas, é recomendado um maior rigor nas medidas, pelo risco de reação grave .A reação aos venenos de insetos é muito rápida e, por isso, deve ser medicada prontamente.

Como muitas vezes a pessoa pode estar em locais afastados e sem recursos, é recomendado que leve consigo um material de emergência. O principal medicamento é a adrenalina, pois é a única substância que age rápido e pode regredir uma anafilaxia. Vale ressaltar que, mesmo após a aplicação da adrenalina, é importante procurar atendimento em hospital de emergência.

O diagnóstico preciso deve ser estabelecido pelo alergista por meio de análise clínica e dos testes, que podem ser realizados no sangue através da dosagem do anticorpo específico ou na pele, através dos testes cutâneos

 

Anafilaxia – Látex

O que é alergia ao látex?

Látex é uma seiva leitosa extraída da árvore seringueira (Hevea brasiliensis) é usada na fabricação de produtos de borracha, como, por exemplo, pneus, brinquedos, balões de aniversário, preservativos, luvas, produtos médicos, entre outros. Trata-se de uma substância habitualmente inofensiva, mas que em pessoas suscetíveis pode provocar alergia variando desde reações leves até graves(anafilaxia).

A alergia ao látex pode ser ocupacional, ou seja, em pessoas que trabalham em contato com borracha e seus derivados. Sendo originário de uma árvore, algumas pessoas alérgicas ao látex podem apresentar também sensibilidade à algumas frutas e alimentos de origem vegetal, chamada de “reação cruzada” ou “Síndrome látex-fruta”. Muitos alimentos já foram relacionados, sendo mais comuns: banana, abacate, kiwi, mamão, manga, maracujá, pêssego, abacaxi, figo, melão, damasco, ameixa, uva, tomate, batata, mandioca, entre outras. Geralmente a sensibilização ao látex precede a sensibilização às frutas, mas pode ocorrer o inverso.

Como se manifesta?

Os sintomas da alergia ao látex podem variar desde sintomas leves até quadros graves.

Relatam-se: urticária, dermatite de contato, asma, rinite, conjuntivite, entre outros. Nos casos graves, pode ocorrer anafilaxia, que é a manifestação mais grave de uma reação alérgica. O paciente sensibilizado ao látex pode apresentar quadro de anafilaxia quando exposto ao látex em diversas situações de cuidado à saúde como: contato com cateteres, preservativos, luvas, cirurgias, na recepção do recém-nascido, procedimentos dentários, além da manipulação de balões ornamentais equipamentos esportivos e outros.

Quem está sob risco de alergia ao látex?

Principalmente médicos e profissionais de saúde, em especial aqueles que trabalham em centros cirúrgicos; pacientes com espinha bífida ou que necessitem de tratamentos repetitivos com materiais contendo látex; cabeleireiros; jardineiros e seringueiros, entre outros.

Como proceder?

Pessoas do grupo de risco que sejam sensíveis ao látex devem ser orientadas para:

– Evitar ou minimizar o contato com alérgenos do látex.

– Uso de luvas especiais nos casos suspeitos.

– Usar preservativos e objetos sem látex.

– Recomenda-se que procedimentos médicos sejam realizados em ambiente “livre de látex”, ou seja, com luvas, sondas, cateteres e outros materiais isentos de látex.

– As cirurgias devem ser marcadas no primeiro horário do dia para se evitar a presença de partículas do látex em suspensão liberadas no ambiente.

– Medicamentos acondicionadas em frascos com tampas de borracha que não possam ser substituídas devem ter seus lacres removidos e não perfurados.

– Pessoas identificadas como alérgicas ao látex devem ter um cartão de identificação e um Plano de Ação para emergência e portar adrenalina auto injetável.

E se acontecer?

Recomenda-se que o alergista oriente o paciente que apresenta alergia ao látex. O diagnóstico pode ser confirmado através de testes cutâneos ou pela dosagem no sangue da IgE específica para o látex.

É indicado ter um Plano de Ação que inclua um “kit” de medicamentos contendo adrenalina auto injetável e telefone de contato. A adrenalina deve estar sempre ao alcance e aplicada caso perceba sinais e sintomas de anafilaxia.- Além da adrenalina, outros remédios podem ser orientados pelo médico, como: antialérgico, corticoide e broncodilatador, e devem ser levados na bolsa ou mochila, com fácil acesso.

– Mesmo que melhore com a injeção da adrenalina, é fundamental ir para o hospital para que tenha acompanhamento médico e ficar em observação caso ocorra uma “segunda crise”.

Anafilaxia – Medicamentos

A prevalência da alergia a medicamentos aumentou nos últimos anos, verificando-se também aumento no número de ocorrências de reações adversas graves a medicamentos (anafilaxia).

Entre os medicamentos mais citados, estão: anti-inflamatórios não hormonais, analgésicos, miorrelaxantes, antibióticos e hormônios.

Como se manifesta?

A anafilaxia a medicamentos pode se acompanhar de sinais e sintomas variados e envolver vários órgãos e sistemas simultaneamente. Caracterizam-se pela rapidez com que se instalam: coceira (prurido), vermelhidão da pele (eritema), urticária (placas na pele), angioedema (inchaço), sintomas respiratórios, digestórios, alteração da pressão e de batimentos cardíacos, intenso mal-estar, sensação de morte iminente.

Quem está sob risco?

A alergia não surge da primeira vez, mas sim com a repetição do uso. Por isso, o risco é aumentado nas pessoas que necessitam fazer uso repetido de medicamentos.

Ressalta-se que pode ocorrer o que se chama de “reação cruzada” entre medicamentos aparentemente diferentes. Por exemplo, pessoas alérgicas a dipirona, poderão ser também ao ácido acetil salicílico (AAS – aspirina) ou a um anti-inflamatório não hormonal (diclofenaco, ibuprofeno, cetoprofeno, piroxicam, entre outros).

Como proceder?

O tratamento da anafilaxia a medicamentos é feito com adrenalina por via intramuscular. Anti-histamínicos e corticosteroides complementam o tratamento inicial.- Passada a crise, é necessário procurar um especialista em Alergia e Imunologia para identificar o medicamento que causou a anafilaxia.

Como não há um teste específico para todos os medicamentos, é importante que faça uma lista de todos os remédios usados, mesmo aqueles sem prescrição e considerados corriqueiros. Informe se foi a primeira vez que fez uso do medicamentou se já teve reações adversas anteriores com o medicamento em questão ou com qualquer outro remédio.

– O alergista orientará como evitar novo contato com o medicamento que causou a reação, bem como sobre os medicamentos similares, indicando também as opções de remédios seguros e com a mesma indicação clínica.

Cuidados apropriados

 Se já teve reação no passado, informe seus familiares e amigos sobre o medicamento causador da alergia e tenha um Plano de Ação prescrito pelo médico para orientar o que deve ser feito caso tenha uma nova reação.

– Carregue sempre consigo o medicamento de emergência para o tratamento imediato dos primeiros sinais de anafilaxia.

– Após a identificação da causa, leve consigo um alerta e sempre que for atendido, informe o médico de sua alergia.

E se acontecer?

Esteja preparado e use a adrenalina auto injetável para o tratamento em caso de urgência. É importante buscar atendimento em setor de emergência.

 

Anafilaxia a alimentos em restaurantes

Alergia alimentar é uma doença consequente a uma resposta anormal do sistema imunológico que ocorre após a ingestão e/ou contato com algum tipo de alimento.

Cerca de 7% da população brasileira tem algum tipo de alergia alimentar, com risco de reações graves (anafilaxia). Para tais pessoas, a ida ao restaurante com a família e amigos, um hábito agradável, pode ser extremamente desafiador, uma vez que os sinais e sintomas independem da quantidade ingerida.

Nos adultos, os alimentos mais frequentemente envolvidos são: crustáceos/camarão, siri, lagosta; moluscos/polvo, lula; peixes; castanhas/amendoim, nozes, trigo. Nas crianças, destacam-se: leite de vaca e ovo.

Como se manifesta?

A alergia alimentar se apresenta com manifestações leves na maioria dos casos, sendo mais frequentes na pele (coceira, vermelhidão, inchaços), seguidos de manifestações gastrointestinais (cólicas, vômitos, diarreia) e menos frequentemente respiratórias (coriza, tosse, rouquidão, falta de ar, chiado no peito) Pode haver evolução para anafilaxia, ou seja, casos graves envolvendo diferentes órgãos e sistemas, que em situações extremas, pode ser fatal.

Quem está sob risco?

Se você já teve sintomas, procure um alergista para confirmar o diagnóstico, pois nem toda reação alimentar é causada por alergia. Além disso, se a alergia for confirmada, poderá ser indicada uma dieta restringindo o alimento, para evitar risco de novas reações com maior gravidade, como a anafilaxia.

Como proceder?

Se uma pessoa tem algum tipo de alergia alimentar, o primeiro passo é escolher o restaurante avaliando as opções adequadas para sua dieta.

Ao chegar ao local, comunicar ao garçom sobre a necessidade de evitar o alimento e possíveis contaminações.

Ao escolher o prato, perguntar sobre os ingredientes. Atenção especial nos restaurantes com buffet, onde nem sempre os ingredientes são descritos de forma completa. Além disso, é mais fácil ocorrer contaminação por alimentos no uso dos talheres para servir. É importante informar que mesmo traços do alimento podem causar reações graves.

Evitar comer salgados fritos, pois o óleo usado na fritura pode ter sido usado com outros alimentos.

 

E se acontecer?

 

Se você já teve reação alérgica alimentar, esteja preparado. Aconselhe-se com o alergista e tenha em mãos o medicamento de emergência (adrenalina): aplique imediatamente, caso perceba sinais e sintomas de anafilaxia. Em seguida, deverá ser encaminhado a um hospital para que tenha acompanhamento médico e permaneça em observação.

E o restaurante, como pode ajudar a pessoa com alergia alimentar?

equipe dos restaurantes, incluindo os trabalhadores da cozinha, devem ficar atentos para que os alimentos sejam preparados de forma adequada e para que os talheres sejam utilizados individualmente. Tomar cuidado para que qualquer utensílio e equipamento utilizados no preparo da refeição, assim como as superfícies de preparação, estejam completamente limpos imediatamente antes do uso. Evitar a contaminação cruzada entre os alimentos limpando todos os utensílios, panelas, superfícies de cozimento e tábuas de corte. Verificar seóleos, molhos, temperos e ingredientes não estão sendo reutilizados.

 

Anafilaxia – Vacinas, Imunizações

As vacinas estimulam o sistema imunológico (sistema de defesa do organismo) a produzir anticorpos e células de memória para destruir o agente patogênico (vírus ou bactéria), evitando, assim, a doença grave. Um anticorpo para um agente patogênico, geralmente é específico, ou seja, protege especificamente para determinada doença. As vacinas são eficazes e evitam as formas graves das doenças.

Como se manifestam as reações adversas às vacinas?

As reações geralmente ocorrem nas primeiras 48 horas após a vacinação. As mais comuns são as reações locais, como vermelhidão, dor e inchaço. Ou ainda, dor de cabeça, febre, mal-estar.

Crianças podem ficar irritadas e chorosas. As reações graves (anafilaxia) são muito raras. Quando ocorrem, instalam–se rapidamente, na maioria das vezes em até 30 minutos após a aplicação.

Quem está sob risco de reações adversas às vacinas?

Pacientes com deficiência do sistema imunológico (Imunodeficiências primárias ou Erros Inatos da Imunidade e Imunodeficiências secundárias, como infecção pelo HIV e transplantados); pacientes com história prévia de reação a algum componente das vacinas. É importante ressaltar que cada pessoa deve ser avaliada individualmente e que as vacinas são importantes.

Quem deve ser vacinado?

Existem calendários específicos, conforme a faixa etária: crianças e adolescentes, adultos e idosos. O médico pode orientar sobre as vacinações para cada caso.

Como proceder em reações adversas às vacinas?

As pessoas que já tiveram alguma anafilaxia devem ser orientadas pelo médico especialista em Alergia e Imunologia, que, baseado na análise dos dados clínicos e na história pregressa, fará as orientações adequadas. Pessoas que foram vacinadas com a primeira dose da vacina para Covid-19 e tiveram reações adversas graves não devem receber a segunda dose da vacina. E se acontecerem reações adversas às vacinas? As reações mais comuns são discretas e geralmente não têm gravidade. Porém, a reação grave (anafilaxia) necessita um atendimento rápido e eficiente. Por isso, a vacinação deve ser feita preferencialmente em postos de saúde ou locais que tenham equipe médica para atender as reações graves.

Compartilhe esta matéria

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on email
Share on telegram
Share on twitter
Share on linkedin
Share on skype
Share on weixin

Comentários

LEIA TAMBÉM:

Duvidas?

Estamos prontos para atender você e sua familia!