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O tratamento com as vacinas de alergia consiste em aplicações periódicas de uma substância chamada alérgeno com objetivo de diminuir a reatividade que o organismo tem em reagir exageradamente a alguns estímulos.

Existem duas fases de tratamento:

Indução: as doses são semanais e crescentes, por um período de cerca de 8 meses.

Manutenção: são doses fixas, aplicadas a cada 14, 21 ou 30 dias, por um período de cerca de 3 a 5 anos, de acordo com a OMS.

Existem 2 formas de aplicação:

  • Sub lingual, onde as gotas são aplicadas pela manhã, em jejum, devendo ficar com a boca aberta por cerca de 1 minuto, pois se engolir pode perder sua ação no estômago
  • Sub cutânea, com aplicações na região posterior do braço, praticamente indolores ( são usadas agulhas de insulina ). Alguns dispositivos podem ser utilizados para minimizar o incômodo, como coolsense, buzzy e óculos de realidade virtual.

Pode ser indicada nos seguintes casos:

  • Rinite alérgica
  • Asma alérgica
  • Conjuntivite alérgica
  • Dermatite atópica
  • Alergia à picada de insetos

Caso engravide no decorrer do tratamento, a vacina pode ser mantida, mas as gestantes não devem iniciar o tratamento.

Imunodeficiências, doenças auto imunes e outras patologias devem ser avaliadas pelo alergista, que decidirá pela melhor forma de tratamento.

A imunoterapia é indicada pelo alergista ou alergologista, após a realização de testes alérgicos e outros exames para identificação do agente causador.

Podem ocorrer vermelhidão e inchaço no local da aplicação, com coceira. Reações no restante do corpo são menos comuns, e também podem exacerbar os sintomas, como espirrar ou entupir o nariz. Raramente pode ocorrer uma reação mais grave, chamada de anafilaxia (inchaço na garganta, falta de ar, náuseas e tonturas), que deve ser tratada em ambientes preparados para essa reação. O paciente deve aguardar cerca de 20/30 minutos após a aplicação.

A imunoterapia é o único tratamento capaz de alterar o curso natural da doença alérgica e, em alguns casos, promover sua cura. Previne a evolução da rinite para asma, além de dificultar o desenvolvimento de novas sensibilizações para outros alérgenos nos pacientes hipersensíveis.

Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imuno­patologia & Sociedade Brasileira de Pediatria (as vacinas para alergia provocam diminuição dos sintomas de rinite e asma, com melhora perceptível na qualidade de vida da pessoa alérgica.

A imunoterapia é uma estratégia extremamente útil no manuseio das alergias respiratórias, porém a adesão do paciente ao tratamento é fundamental para o sucesso. Isso inclui consultas periódicas para acompanhamento, uso correto dos medicamentos prescritos, controle ambiental e aplicação das vacinas nas datas corretas.

  • Diminuem a intensidade das crises  aumentam o intervalo entre elas
  • Previnem o desenvolvimento da asma em pacientes com rinite
  • Diminuem o custo e o uso de medicamento
  • Previnem as complicações, como sinusites, pneumonias e internações
  • Diminuem as faltas escolares e no trabalho

Confira algumas referências mundiais sobre imunoterapia

> International Consensus on Allergy Immunotherapy

A declaração do consenso internacional (ICON) sobre imunoterapia com alérgenos (AIT) é um documento conciso de autoria de um grupo multinacional de especialistas revisando a literatura pertinente e resumindo as principais declarações para imunoterapia (AIT).

O documento combina as melhores evidências científicas com especialistas com consenso de opinião e é desenvolvido para servir como recurso para profissionais de saúde que gerenciam pacientes com doenças alérgicas. O documento também fornece justificativas para proporcionar um melhor acesso à imunoterapia com base na saúde pública e análises farmacoeconômicas, que podem ser usadas pelos formuladores de políticas. É adaptável a todos os países do mundo, permitindo para modificações baseadas na disponibilidade regional de diagnóstico e intervenções terapêuticas.

O grupo multinacional em Asma, Alergia e Imunologia, é formado:

Academia Europeia de Alergia e Imunologia Clínica (https://www.eaaci.org/)

Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia (https://www.aaaai.org/)

Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia (https://acaai.org/)

Organização Mundial de Alergia (https://www.worldallergy.org/)

A imunoterapia com alérgenos (AIT) tem sido usada para tratar doenças alérgicas desde o início do século XX.  Apesar de numerosos ensaios clínicos e metanálises que demonstram eficácia no uso da AIT, ele permanece subutilizado e estima-se que seja usado em menos de 10% dos pacientes com rinite alérgica ou asma em todo o mundo.  Além disso, existem grandes diferenças entre as regiões, que não se devem apenas ao status socioeconômico.  Praticamente não há controvérsia sobre o uso de AIT no tratamento de rinite alérgica, asma alérgica, e dermatite atópica.  A elaboração de um consenso mais amplo é de extrema importância, porque a imunoterapia (AIT ) é o único tratamento que pode mudar o curso da doença alérgica, impedindo o desenvolvimento de asma e novas sensibilizações a alérgenos e induzindo tolerância imune específica a alérgenos.  Estratégias mais seguras e eficazes de AIT estão sendo desenvolvidas continuamente tanto através da elaboração de novas preparações e adjuvantes de alérgenos quanto de vias alternativas de administração.  Uma série de diretrizes, documentos de consenso ou ambos estão disponíveis nos níveis internacional e nacional.  A comunidade internacional de especialistas em alergia reconhece a necessidade de desenvolver um relatório de consenso abrangente para harmonizar, disseminar e implementar as melhores práticas de AIT.
Confira o consenso na íntegra: https://www.eaaci.org/documents/EAACI-ICON-AIT.pdf

> Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira e Conselho Federai de Medicina

Autoria da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia e da Sociedade Brasileira de Pediatria. Confira na íntegra AQUI

> Posicionamento da Organização Mundial da Saúde sobre Imunoterapia para doenças alérgicas

A Organização Mundial da Saúde e várias sociedades de alergia, asma e imunologia do mundo inteiro se reuniram de 27 a 29 de janeiro de 1997, em Genebra, na Suíça, para escrever diretrizes para a imunoterapia com alérgenos. Durante o ano seguinte, os editores e os membros do painel chegaram a um consenso sobre as informações a serem incluídas no documento de posicionamento da OMS “Imunoterapia com alérgenos: vacinas terapêuticas para doenças alérgicas”. O termo histórico extrato de alérgeno foi alterado para vacina alergênica para refletir o fato de que as vacinas alergênicas são usadas na medicina como modificadores imunológicos. O documento resume a literatura científica e as razões para o uso adequado dessa terapia no tratamento da rinoconjuntivite alérgica, asma alérgica e hipersensibilidade aos himenópteros.

Resumo OMS AQUI

Confira na íntegra AQUI ( em inglês) – clique em traduzir para o português)

> Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia – AAAAI

Acesse AQUI